Archive for the ‘natureza humana’ Category

Uma semelhança e tanto

maio 5, 2010

Luciano, veja essa história e me diga se não é a cara de Tarcísio Meira em Beijo no Asfalto?

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deep thought: engenheiros revisited

março 15, 2010

“O papa é pop/ o pop não poupa ninguém”. Se João Paulo II passou por seu momento John Lennon na porta do Dakota, Bento caminha pelos passos do falecido “rei do pop”.

MadOff – o gozo e o sintoma

dezembro 18, 2008

Andei catando uma frase exata de Lacan, mas como não falo francês e estou com uma certa pressa, vai essa formulação tão bem construída: “(…) sintoma, que é o preço que o sujeito paga quando não abre mão de seu gozo, mesmo que seja um gozo culpado.” (Sérgio Scotti).

Isto para dizer que, no que tange aos brasileiros, caro Hermê, o caso Madoff é um sintoma que os sonegadores estão pagando pelo não pagamento de impostos. Noutra formulação mais mística, karma is a bitch.

autodefinição

novembro 12, 2008

Sou pago apenas para ser economista. Outros recebem mais e, portanto, tem por obrigação profissional ser otimistas.

O global e o local

junho 13, 2008

Ao final da fase de grupos da Euro tratarei do torneio. Mas aqui vai uma junção de coisas meio desconexas, mas que fazem um belo conjunto.

Lá num post chamado Babel, meu amigo Hermê mostra a sua ignorância não só futebolística como geográfica. Basicamente, ele não entende a rixa entre catalões e Castela. Eu, que já fiquei conversando sobre futebol com o pai “catalão, naõ espanhol” de uma noiva (e ele tinha um chaveiro do Barcelona), véspera da copa de 2006, sei que essa é briga séria. O caso do boicote às cavas, por exemplo.

Pois no dia seguinte, neste post muito interessante do Salmon sobre cidades, eis que está lá no primeiro comentário a rixa entre Madir e Barcelona, quer dizer, Castela e Catalunha.

Idiocracia ascendente

abril 7, 2008

Conforme prometido anteriormente, retorno ao post do Krugman das anti-cassandras. Muita gente referiu ao post na blogosfera, mas não vou ficar aqui catalogando. Uma das interpretações mais interessante que li está no comentário do Tabarrok do marginal revolution. A pergunta: por que só as pessoas que erraram em relação à guerra do Iraque e a crise atual eram chamadas para falar sobre o assunto? A resposta: porque o público não quer parecer idiota, já que a maioria dele também acreditou na mesma coisa. É a lógica do banqueiro “sensato” de Keynes, citada pelo Krugman no post.

Um segundo post também no NYT, mas do Kristoff, fala especificamente da aversão americana à intelectualidade. O ponto é fascinante, parte do qual bastante conhecido: a capacidade dos americanos de acreditar em coisas absurdas, até mesmo sobre seu seu próprio cotidiano.

Outra parte de ponto do Kristoff se assemelha ao ponto do Tabarrok: as pessoas preferem o conforto da estupidez coletiva, em especial na América, onde tudo se resolve na identidade. Isso tem repercussões, como eleger Bush (não confundir com seu pai ou seu irmão Jeb, o outro Bush que poderia ter sido um presidente razoável – não é gratuita a comparação dos irmãos nesse esquete genial do SNL, do qual infelizmente não consegui as imagens), por exemplo. Não, não que Dubya tenha uma formação limitada, ou pouca cultura, por alguma decorrência das dificuldades de sua vida. O homem fez Harvard, raios! A ignorância ali é uma escolha recorrente.

Mas ao contrário do Kristoff, acho que a idiocracia americana vem de longe. Um pequeno exemplo: o desenho animado Corrida Maluca, de 68-70, que vi reprisado durante boa parte de minha infância. Há o carro de um inventor entre os competidores. Dos dez carros que disputam (excluindo o carro do vilão), contando aparições no podium empata em sexto. Se se considerar 3-2-1 (como pontuação para primeiro-segundo-terceiro), empata em penúltimo com outros 2 carros. Qualquer pontuação (considero apenas pontuações que levem em conta apenas o podium) que dê mais vantagem ao primeiro põe o inventor inexoravelmente em penúltimo, à frente apenas dos militares. Esse é o valor que os EUA dão ao Professor.

Falando em Idiocracia, o filme tem passado no telecine e vale a pena ser visto. Ver o filme e ver Fox News logo em seguida é ao mesmo tempo hilário e deprimente.

Há mais um ponto ou dois no argumento do Kristoff aos quais eu talvez retorne. Até lá.