Archive for outubro \27\UTC 2010

piada genial de uma colega

outubro 27, 2010

“Não dá para escapar da Dilma. Dia 31 é dia das bruxas.”

Fato é que antes de dia das bruxas virar uma festa por aqui eu frequentava entusiaticamente a festa de halloween no saudoso Cubatão. Tenho, inclusive, um morcego que era usado na decoração dessas festas (não foi surrupiado, mas memorabília que ganhei no último dia).

O próximo será muito celebrado.

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Oportunidade a ser perdida

outubro 22, 2010

Esse episódio todo da bolinha de papel seria uma oportunidade de ouro para os donos da Globo oferecerem alguns animais em holocausto e aderirem à provável vitória de Dilma. Bodes não bastam – teria que ser algum animal mais parrudo.
A demissão sumária da chefia de jornalismo, um editorial dizendo como a Globo se preocupa com a verdade da notícia e lamentando a manipulação executada, e a promoção a herói de algum dos dedos salvos na entrega desses anéis poderia reduzir os danos que todo este processo está tendo para a marca.
Este é o país que tomou de assalto o orkut, e breve fará o mesmo com o twiter e o facebook. As empresas de comunicação de daqui a pouco que conseguirem entender que a engenhosidade em se comunicar deste país está além do que aparentam os índices de escolaridade poderão ter um belo futuro. Mas as de hoje caminham para o suicídio.

À moda de Reflexões (1)

outubro 5, 2010

“In today’s post-political democracy, the traditional bipolarity between a Social-Democratic Center-Left and Conservative Center-Right is gradually being replaced by a new bipolarity between politics and post-politics: the technocratic-liberal multiculturalist-tolerant party of post-political administration and its Rightist-populist counterpart of passionate political struggle… The key question now is who will articulate this discontent? Will it be left to nationalist populists to exploit? Therein resides the big task for the left.)”

Zizek, introdução de Living in the end of times

Os Currais de Cristo

outubro 4, 2010

Jabuti não sobe árvore. Movimentos como este, não captado pelas pesquisas, não decorrem de nenhuma onda. Ondas são antevistas e precisam de energia e tempo. Movimentos destes podem ser reflexos de alguma catástrofe (o atentado em Madrid, por exemplo). Ou de algo mais sombrio.

Celso e Azenha podem ficar na confortável ilusão de que a Marina verde tenha alguma relevância nesse resultado. Engano. A Marina verde era os 10% de até semana passada. O restante é essa outra Marina, a conivente com o criacionismo, para ser gentil. O restante é uma demonstração de força de igrejas evangélicas, do culto no sábado e no domingo. César Maia, com a brilhante lucidez que se permite quando não está rodando bolsinha e promovendo antas, cantou esta pedra. Não há como ser ingênuo quanto a isso. Esses votos não são de Marina, mas do Senhor.

Nesta hora eu me pergunto como Sirkis e Gabeira estão se sentindo. Talvez venham em breve a se sentir como Adam Michnik e Jacek Kuron vendo a agenda fundamentalista católica oprimindo no campo da vida biológica após a derrubada da ditadura polonesa. Porque é disto que se tratou o voto, a submissão dos corpos. Esqueçam a clivagem direita-esquerda, que esta é uma dinâmica cujo poder explicativo é cada vez mais reduzido no mundo contemporâneo. A tragédia de agora é outra.

O kudzu do pentecostalismo americano plantou raízes aqui, e não só no futebol. Não há que se ter ilusões românticas. Rebanhos são rebanhos, inocentes sob a ilusão do cuidado de seus pastores, que neles só vêem couro e carne.