Marcelo Serrinha

“(…) todo mundo sabe que na engenharia não tem mulher. E punheta, companheiro, se toca é em casa”

Situação (da qual eu infelizmente não fui testemunha ocular, mas contou-me um amigo presente): assembléia de estudantes, discussão de uma proposta de desconto em motel para a carteira de estudante (um populismo do pessoal da Hora do Povo, uma espécie de IURD da esquerda da época). O autor da frase: Janelo Madureira, então Marcelinho da Reforma, que usava de seu brilhante talento para ser uma espécie de Roberto Jefferson da “Direita“. Não tomem isso como uma insinuação de quilos em excesso ou da prática generalizada de tortura pela malversação de clássicos da MPB em talk shows. Falo da verve, da capacidade de sacar com uma imagem ao mesmo tempo escrota e desconcertante em prol de uma causa política. Marcelo era genial. Simultaneamente portador de uma euro-ortodoxia e de um humor selvagem, combinação impar.

O alinhamento continua o mesmo, mas o estilo, quanta diferença.

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8 Respostas to “Marcelo Serrinha”

  1. érico cordeiro Says:

    Samurai,
    Será coincidência?
    http://televisao.uol.com.br/colunas/flavio-ricco/2009/11/29/ult7278u289.jhtm

    • samurainoutono Says:

      Érico, acho que é só coincidência. De fato eles tiveram muito sucesso este ano na cola de Caminho das Índias. Eu diria que o esforço da Globo foi fazer com que a sátira entrasse imediatamente após a novela, brincando muitas vezes com o próprio capítulo do dia. Isso foi muito bem sacado.

  2. Cosme Rondó Says:

    Pra mim, é sinal de que os cassetas não perdoam até hoje a demissão do irmão do Bussunda.

    Que, convenhamos, foi uma baita sacanagem mesmo. Mas ia ser difícil manter um dos bastiões da esquadra do Malan no governo…

    • samurainoutono Says:

      Cosme, o problema desse povo com PT vem de longe. Da origem.
      Quanto ao Sérgio, até onde eu sei é funcionário de carreira do BNDES. Foi posto como diretor durante um período do tucanato, e depois foi presidir o IBGE. Ambos são postos políticos, totalmente políticos. É fácil de se entender porque ele os ocupou se você for no link que mostra a presença do povo do Partidão na entourage de Serra, bem como a conexão de César Maia, que o abrigou.
      Besserman teria sido um fabuloso vice para a candidatura de Fernando Gabeira. Mas para isso Cesar teria que ser capaz de pensar em triangulações, e não apenas na carreira de Filinto Muller, ops, Felinto Maia.

  3. gatoprecambriano Says:

    Cara, você foi da então EE-UFRJ? (Eu fui da Física, mas não espalha) Conheceu o Orlandão? Orlandão sempre foi uma baliza segura nesses tempos fugidios em que a realidade parece escapar entre os dedos. Mas, na dúvida, era só procurar onde estava o Orlandão, e ir no sentido oposto. Grande figura. Pelo que sei não mudou muito. Pelo menos era botafoguense.

    • samurainoutono Says:

      Gato, eu e Reflexões no Paranoá encontramos o Orlandão na mais surreal das situações em 1992: íamos discutir uns dados com a cúpula do PMDB fluminense, e Orlandão estava lá no Diretório, quadro do PMDB que era. Não na cúpula, nem na reunião, que contou com meia dúzia de pessoas do partido e mais a meia dúzia de cientistas. A perplexidade de Orlando vendo este independente simpatizante do PT chegar foi um daqueles momentos Mastercard.
      É interessante ver como algumas figuras se transformaram de lá para cá. O kiko, ex-presidente do CA de engenharia, mais conhecido pelos que leem as colunas de economia como Márcio Garcia. Kiko, aliás, passou no concurso para o BNDES, mas depois de fazer os estudos necessários para a metamorfose de engenheiro em economista, largou dessa vida e foi ser professor de economia na PUC.

  4. João da Luz Says:

    Qto ao Marcelo nem comento. Só estou rindo em algumas sitcom. Não assisto esses caras há muito tempo.

    E vc viu lá que em 2002 os caras achavam que não havia alternativa à esquerda de Serra.
    Eu fico imaginando como estaria este país na mão de tantos imbecis. Desemprego e violência seriam a tônica.

    • samurainoutono Says:

      João,

      graças a deus não dá para saber como estaria o país. Mas minha impressão é que a volatilidade dos mercados seria maior do que foi, e os conflitos com os movimentos sociais bastante mais intensos, já que a eleição de Lula embotou a ação destes. Alguma da paralisia do primeiro ano do governo Lula não teria acontecido, o que certamente não seria bom do ponto de vista fiscal. Medidas de reforma constitucional teriam sido tentadas, o que escalaria incertezas e conflitos.
      Quanto ao Casseta em si, “Com a minha nas Índias” teve umas boas sacações (pelo menos na meia dúzia de vezes que vi), mas pouco acompanhei além disso.

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