tudo isso e mais

Não há palavras capazes de descrever o que foi o show do Radiohead. E não pensem que dá para se entender o que é vendo numa TV. É como ver Caçadores da Arca Perdida ou Imensidão Azul numa TV, ou escutar o Master of Puppets baixinho numa biblioteca.

O show do Kraftwerk foi superior ao de anos atrás. A mesma coisa, mas um pouco melhor. Algumas músicas tiveram versões daftpunkizadas, o original copiando a cópia, o que por vezes funciona. Por outro lado, digamos que eles poderiam ter algum trabalhinho para customizar o show para o Brasil. Por exemplo: “Radioactivity” foi feita de uma forma muito interessante, com a inclusão de alguns eventos nucleares. O problema é que Sellafield tem sentido na luta inglesa mas nenhum significado no imaginário brasileiro. No entanto, tivemos aqui Goiânia. Um pouco de pesquisa, um substituição de palavra, uma menção a césio-137 na tela, e pronto! Uma versão originalíssima da música, coisa para dezenas de milhares de hits de youtube em um mês. Mas é aquela coisa: você olha prá eles é fica se perguntado qual deles é o infiltrado pela Stasi. E o tempo verbal é exatamente este: “é”.

Sinceramente, meu sonho de show do Kraftwerk seria vê-los andando de bicicleta junto com a cyclofônica do genial professor Leonardo Fuks executando “Tour de France” em meio à platéia.

Os Loser Manos, que dizer, Los Hermanos, provam a tese de que mais vale um Hermano (Vianna) falando do que Los Hermanos tocando. “House of cards”, do Radiohead, é tudo que aqueles iê-iê-iês deveriam ser. A grande maioria da platéia gostou: aquelas pobre crianças sabiam cantar todas as músicas. Mas havia outros sacanas como eu debochando daquela profundidade de piscina inflável.

No mais, Hermê fez falta. No cercadinho da torre da mesa de som estava Diogo Mainardi.

E foi isso.

7 Respostas to “tudo isso e mais”

  1. Rondó Says:

    O Mainardi tava lá naquele cercadinho? Caramba, eu tava ali perto. Na ponta esquerda do cercadinho, e nem vi.

    Ainda bem, talvez.🙂

    Ah, eu comi o Triplo do Paladino antes do show. E fui na Academia da Cachaça tomar umas pelo Hermê. Tomei a batida de pitanga, mas gostei mesmo do Fina Flor – alguma coisa pode ser melhor do que cachaça com pêssego? Não para mim.

    • samurainoutono Says:

      Então estávamos colados. Eu estava exatamente no bico esquerdo do cercado, com o braço apoiado na quina. Por acaso você fazia parte de um grupo com uma garota que passou mal? Se era, eu fui o cara que deu a barra de cereais para ela.

  2. Rondó Says:

    Ah, eu sou uma das crianças que cantou todas as músicas dos Hermanos.
    🙂

    Mas reconheço que esse show no Rio não foi muito bom mesmo. E o som ainda tava baixo, pra piorar. Em SP foi bem melhor, mas não chegou perto de outros shows que assisti deles.

  3. Rondó Says:

    Não, eu não vi isso não. Lembro de um cara de barba grisalha que reclamou que eu tava empurrando ele pra trás enquanto tocava “Faust Arp”. Será que era você?😛

    Se o Hermê tivesse ido teríamos visto o show juntos, possivelmente sem saber. Que coisa.

  4. samurainoutono Says:

    ha ha ha, era eu mesmo! Você estava perto do cercadinho, eu colado nele.Tinha umas pobres moças “verticalmente desafiadas” atrás de mim. Quando eu ia para trás subia num estrado que somava uns necessários 5 cm para as moças, que permitia que vissem alguma coisa. Recuando, eu bloqueava-lhes a visão (para mim melhorava muito, mas era sacanagem com as meninas). O palco poderia ter sido um pouco mais alto.

    Se Hermê estivesse lá era bem provável haver uma barba mais grisalha do que a minha ali. E teríamos ido para o Belmonte do Flamengo, como fui com uns amigos depois do show.

  5. Rondó Says:

    Nossa, impressionante! Tenho a gravação da sua voz na minha câmera então.😛

    Coincidência mais bizarra do que essa só a de uma amiga de Recife que eu encontrei por acaso no Rio e em SP, duas vezes em cada cidade.

    E olha pra esses megashows vale parafrasear aquela oração dos judeus ortodoxos: Deus, agradeço a ti por não ter me feito com 1,60m.

  6. Rondó Says:

    *Ignore o “olha” no último comentário, ou ponha uma vírgula depois dele.😉

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