Um uso para Bill e Melinda

Imaginemos que por algum milagre Richad Stallman ou Lawrence Lessig virasse guru de Bill e Melinda. Não para a microsoft, que tirando os excessos do Vista vai muito bem, obrigado. Tudo que o mundo precisa agora é da reconfortante estabilidade das blue screens of death, de um mundo imperfeito mas que, bem ou mal, funciona. Um mundo do qual se reclama, mas confiável. (Mas deixemos de conservadorismo fusquinha por enquanto)

Bill e Melinda, que junto com Buffet fizeram o que é o mais notável exemplo da filantropia empresarial da história, ao invés de dar dinheiro apenas para programas de vacinação ou financiar instituições de pesquisa, poderiam ser a semente do fim do sistema de patentes na área de saúde. Como?

  1. A Fundação passaria a financiar pesadamente – a fundo perdido e provavelmente com grandes contrapartidas de recursos públicos – empresas de pesquisa e universidades.
  2. As empresas e e universidades participantes assinariam um termo de compromisso na linha do creative commons. Qualquer patente derivada teria que obedecer a mesma licença.
  3. Qualquer empresa no mundo poderia produzir os remédios patenteados nesse sistema sem pagar royalties.

Com isso, o processo de desenvolvimento de pesquisa médica poderia seguir para linhas não patenteáveis (ex: novos usos de remédios), e empresas indianas de genéricos poderiam permitir ao terceiro mundo acesso rápido e barato às inovações.

Isso não impediria as empresas de lucrarem com viagras ou outras drogas recreativas que venham a desenvolver.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: