A ordem das coisas

Pois o discurso é que a vida privada dos Palin é vida privada. Sorry, it’s not. O discurso conservador sempre foi no sentido de impor seus padrões de conduta sobre os outros. Portanto, seus padrões de conduta são sim alvo de avaliação.

Pois bem: a ordem das coisas, sendo conservador (ou não), costumava ser:

  1. maturidade
  2. casamento
  3. sexo
  4. gravidez

Mas essa sequência cristianista é:

  1. sexo
  2. gravidez
  3. casamento
  4. maturidade

Será que no comercial “celebrity” do Obama vão substituir a Britney pela Bristol?

Se bem que o cara está mais para American Pie.

 

PS: lá no Sadly, no!, o melhor tratamento da hipocrisia conservadora sobre a questão da teen pregnancy e do respeito aos filhos.

 

O detalhe que realmente me incomoda nessa história é que nos dias de hoje gravidez juvenil deveria ser que nem sarampo: extinto. Se vocês viram Austin Powers, esse diálogo mostra bem qual é o problema:

  • Vanessa Kensington: You know I meant…did you use a condom?
    Austin Powers:
    No-ho-ho-ho!!  Only sailors use condoms, baby!
    Vanessa Kensington:
    Not in the nineties, Austin!
    Austin Powers:
    Well, they should, those filthy beggars!  They go from port to port!

Isso é o que mais me incomoda nessa história. É como a revolta do personagem do namorado do noivo de Banquete de Casamento do Ang Lee: não é o sexo o problema, é o sexo desprotegido. Uma precaução resolve dois problemas. Safe sex.

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3 Respostas to “A ordem das coisas”

  1. Das virtudes da abstinência « Says:

    […] O Samurai, no Outono ou em qualquer outra das estações, manda bem.  Mas essa aí embaixo, sobre a filha adolescente grávida da Sarah Palin, ele tirou daqui, […]

  2. aiaiai Says:

    Pois é! Mamãe e papai palin deveriam ajoelhar e agradecer aos ceus que a pobre bristol ganhou apenas uma gravidez e não um HIV. Francamente!!!

  3. João da Luz Says:

    Se a governadora fosse mãe do caipira *odão a direita se regozijaria.
    Mas é mãe da *utinha ou desclassificada, como eles falam.
    Pelo menos não abortou. Aí sim quebrariam todos os paradigmas.

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