Archive for setembro \24\UTC 2008

idioteque

setembro 24, 2008

Essa é uma música perfeita para o momento:

E sob inspiração do verso “take the money and run”, o caso Lehman é um alerta para um cuidado que o Bacen tem que tomar. No caso, o Lehman não só rapou os cofres pelo mundo afora e mandou o dinheiro para Nova Iorque, como deixou um cano nos seus aposentados no Reino Unido.

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red herring

setembro 24, 2008

A crise não é do setor financeiro. As subprimes são só uma das pontas do Iceberg. A crise é a economia americana que cresceu duas décadas na base do consumo das famílias (sem contrapartida de crescimento de renda, ou seja fordismo financiado a juros módicos e prazos infinitos) e gasto do estado. Óbvio que essa fantasia vai estar presente no discurso dos economistas: eles vivem disso. Mas é fantasia, discurso que se faz para não se encarar a verdade.

Qual seja: os US$ 700 bilhões de Paulson são para a estatização das dívidas dos americanos como um todo, e não só de um relapso, inconsequente ou criminoso setor financeiro. Não que eles sejam inocentes, mas também não são culpados. Foram só o agente da irresponsabilidade coletiva, a wermacht financeira dos willing executioners do capitalismo americano. O que se passa agora é algo como a estatização da dívida externa por Delfim, o estado americano assumindo a carga e as culpas perante o mundo como forma da economia não desmontar.

O monetarista que há dentro de mim sabe que isso resultará em inflação e em destruição da moeda, das expectativas de longo prazo. O marxista sabe que nesse processo as instituições americanas – que foram construídas por um processo histórico expansão permanente – ver-se-ão sujeitas à interpretação do profeta Daniel. E o keynesiano sabe que, no desenrolar dessa crise, a classe dos burocratas terá sucedido à dos empresários, relegado esta e os austríacos, de Hayek a Schumpeter, ao mundo micro, mundo de alfas microscópicos.

(sem saco nesse momento para sair pondo links)

 

PS: acabei me esquecendo de postar, e eis que a Yves me sai com um post muito bem acertado sobre a crise.

O bebe de Reginaldo

setembro 23, 2008

Na mesma novela que tinha o imortal Barbosa, Fogo no Rabo, o protagonista era um empresário chamado Reginaldo. “Eu nunca vendi uma criança que estivesse com defeito” foi uma das suas notáveis frases.

Certas horas penso que Sarah Palin é algum demoníaco bebe de Reginaldo. Como, por exemplo, no seu amor pela natureza.

se a moda pega…

setembro 23, 2008

Na Índia, o BRIC da TI, modelo civilizacional para o mundo, funcionários demitidos lincharam CEO numa negociação.

Um uso para Bill e Melinda

setembro 17, 2008

Imaginemos que por algum milagre Richad Stallman ou Lawrence Lessig virasse guru de Bill e Melinda. Não para a microsoft, que tirando os excessos do Vista vai muito bem, obrigado. Tudo que o mundo precisa agora é da reconfortante estabilidade das blue screens of death, de um mundo imperfeito mas que, bem ou mal, funciona. Um mundo do qual se reclama, mas confiável. (Mas deixemos de conservadorismo fusquinha por enquanto)

Bill e Melinda, que junto com Buffet fizeram o que é o mais notável exemplo da filantropia empresarial da história, ao invés de dar dinheiro apenas para programas de vacinação ou financiar instituições de pesquisa, poderiam ser a semente do fim do sistema de patentes na área de saúde. Como?

  1. A Fundação passaria a financiar pesadamente – a fundo perdido e provavelmente com grandes contrapartidas de recursos públicos – empresas de pesquisa e universidades.
  2. As empresas e e universidades participantes assinariam um termo de compromisso na linha do creative commons. Qualquer patente derivada teria que obedecer a mesma licença.
  3. Qualquer empresa no mundo poderia produzir os remédios patenteados nesse sistema sem pagar royalties.

Com isso, o processo de desenvolvimento de pesquisa médica poderia seguir para linhas não patenteáveis (ex: novos usos de remédios), e empresas indianas de genéricos poderiam permitir ao terceiro mundo acesso rápido e barato às inovações.

Isso não impediria as empresas de lucrarem com viagras ou outras drogas recreativas que venham a desenvolver.

Sobre o século que vem por aí

setembro 17, 2008

Esse é um ponto que pretendo desenvolver mais no futuro, vai por enquanto o primeiro registro.

No longo século XXI o estado tomará para si funções crescentes de condução da economia. Seja assumindo os alfas/windfalls de recursos naturais e/ou institucionais, seja como agente concentrador e/ou formador de poupança. Não é o estatismo do estado controlando a economia como um todo, mas controlando aquelas operações em que o risco, o ritmo, a repercussão sejam por demais grandes.

Os fundos soberanos, as agências oficiais de crédito: as instituições desse mundo futuro.

O que mais mudará? A princípio, o sistema de patentes, geração de alfa/renda ricardiana por meio de legislação sob o argumento de que isso leva à inovação. Not any more, Austin, como mostra a criação de um hedge fund de inovação.

Mas mais mudanças, creio, virão, e sobre elas pretendo manter uma conversação aqui.

Por enquanto é

numerologia

setembro 15, 2008

Dica: se tem United no nome, cuidado com a camisa:

Manchester United, Newcastle United … United States?

Teoria macroeconômica republicana

setembro 15, 2008

Christ saves (so you don’t need to do it).

11/9 encenado por Alec Baldwin

setembro 12, 2008

Alec Baldwin e o pessoal da F.A.G. encenando o 11/9:

 

É curioso que um B-25 tenha acertado o Empire State Building em 45.

(Inserir aqui piada de galinha com Malcolm X… ou comentário sobre Victor Jara e o retorno de Saturno)

Imagens do discurso de Palin

setembro 12, 2008

Bem, na convenção republicana, Palin fez seu grande discurso:

 

Depois, ela sumiu. Eis o que ela esteve fazendo:

 

E agora ela está pronta:

 

God help us! E olha que sou ateu.