Archive for junho \26\UTC 2008

deve ter alguma conexão

junho 26, 2008

E eis que vejo na wikipédia que hoje, 26 de junho, é o dia internacional contra o abuso e o tráfico ilícito de drogas. Partindo-se da premissa que a mesma wikipédia informa que hoje se comemora tanto a morte de Francisco Pizarro – homem que conquistou a área do cultivo de coca -, quanto a de São josemaria – grande atacadista de ópio do povo e o ayrton senna dos processos de canonização – aí deve ter alguma coisa.

O global e o local

junho 13, 2008

Ao final da fase de grupos da Euro tratarei do torneio. Mas aqui vai uma junção de coisas meio desconexas, mas que fazem um belo conjunto.

Lá num post chamado Babel, meu amigo Hermê mostra a sua ignorância não só futebolística como geográfica. Basicamente, ele não entende a rixa entre catalões e Castela. Eu, que já fiquei conversando sobre futebol com o pai “catalão, naõ espanhol” de uma noiva (e ele tinha um chaveiro do Barcelona), véspera da copa de 2006, sei que essa é briga séria. O caso do boicote às cavas, por exemplo.

Pois no dia seguinte, neste post muito interessante do Salmon sobre cidades, eis que está lá no primeiro comentário a rixa entre Madir e Barcelona, quer dizer, Castela e Catalunha.

Mesma impressão

junho 13, 2008

Por falta de tempo não deu para escrever ontem um artigo sobre o deputado do shadow cabinet inglês que renunciou em função da extensão do prazo de detenção sem comunicação. Hoje, o Glenn Greenwald tem um interessante artigo sobre o mesmo ponto: a diferença entre os valores conservadores clássicos (para nós, liberais burgueses) de liberdade do indivíduo ante ao estado, e o estado-arbitrário conservador preconizado pelos que rodeiam Bush.

Follow the links e não se arrependerão, amigos.

The Rule of Law on North Talibania – ex 1

junho 11, 2008

Um caso clássico do excepcionalismo americano via o conservador Sullivan:

Aidéticos não recebem visto para entrar nos EUA.

O delicioso da lista de paises listado pelo Sullivan é que a maioria é de nações amistosas aos EUA: Colômbia, Coréia do Sul, e o também ocupado Iraque; os “protegidos” Qatar, Oman, Arábia Saudita e Iemen; as Ilhas Salomão, Sudão, Russia e Armênia.

Tropas de Assalto

junho 10, 2008

Tenho uma visão particular das razões que levaram os EUA ao Iraque, às quais não tratarei aqui agora, por demais longas, por demais polêmicas. Mas adianto que conquistar as reservas de petróleo do Iraque não é uma delas.

A razão 1, no entanto, é clara para quem quiser ver: o assalto aos cofres do tesouro americano. Essa matéria da BBC, que talvez esteja disponível on-line (maldito micro!!!!) é um bom exemplo disso. Guerras são uma espécie de “the producers” do gasto público: ninguém pergunta sob pontes inúteis e inconclusas, metros que custam além da conta etc.

As mesmas quatro razões estão presentes por trás da ameaça ao Irã. Quem quer atacar, mas foi bloqueado antes, terá que agir agora. Portanto, há no momento riscos consideráveis de alguma ação estúpida por parte dos EUA ou de quem tem o usufruto do veto americano no Conselho de Segurança. Afinal, uma quinta razão, que é a inviabilidade atual de McCain – a versão Nascar de Giuliani – se agrega ao “puzzle”.

freedom of choice, xureli

junho 10, 2008

Não sei se em outros canais que não a Sky passa um comercial falando da liberdade dos canais a cabo de fornecer o serviço que “nós” queremos, essa campanha da qual não tenho as imagens para postar por problemas de micro caseiro bichado.

Mas liberdade na TV, pelo visto, é o tradicional poder dos monopolistas de tributar o consumidor. Quando a lei manda acabar com absurdos, como a cobrança por pontos adicionais, suspende-se o fornecimento do serviço. Liberdade, coisa linda a liberdade.

Não sei se alguém entrou com algum pedido de contestação desses comerciais. Cá prá mim, qualquer campanha televisiva a favor ou contra leis deveria ser proibida, pois acaba sendo uma forma dissimulada de campanha política.

Enfim, uma denúncia

junho 9, 2008

Fim de semana, vendo o Jornal Nacional, finalmente uma denúncia clara e consistente, coisa envolvendo desvios e nomeações. Denúncia sólida, o DEM em toda a sua pujança udenista. Infelizmente, o alvo era um governo tucano, o que é crime inafiançável na moralidade DEM. No blog, no site, não há, por enquanto, comentários.

Confesso que estou rindo de orelha a orelha, uma private joke, pensando no verso “já murcharam tua festa, pá“. E agora, José?

Mas fica a pergunta: o cara gravar e tornar publica uma conversa telefônica própria é ilegalidade? Será que Filito Muller – opa, quer dizer, Felinto Maia – não está se excedendo em chamar a atuação de seu correligionário de ilegalidade?

Vendendo pânico

junho 6, 2008

Ainda no issue corrupção, no desespero de se manter no poder há quem ache que todos os tipos de barbaridades são válidos. Veja-se o caso do Mugabe, que caminha para um fechamento militar seguido de massacre. Vejam o caso da subida recorde do preço do petróleo, em parte pânico com o que é claramente uma manobra publicitária de um partido/governo minado, Olmert e o Kadima, um DEM de nepotes de “freedom fighters“.

“Cadelão!”

junho 6, 2008

Certas horas o mundo está cheio de justiça poética.

Vejam esse caso do escândalo de pedofilia em Roraima: a corrupção não fica contida, ela se espalha, invade todos os recantos da lama (ato falho, queria ter escrito alma mas meus dedos dessincronizaram). É sintomática, metastaseia.

Se o uso do estalinismo faz a boca torta, como sugerem os dois “escândalos” que Dirceu plantou sob Dilma (o dossiê das despesas de FhC e a súbita memória da ex-diretora da ANAC), a direita brasileira, por sua vez,  não escapa da moralidade descrita por Nélson Rodrigues.

PS: ia me esquecendo do UBS. O que é uma rima ha ha ha ha. Ver um ex-parlamentar republicano, o homem que era o principal assessor da campanha de McCain, envolvido num mega-esquema de fraude fiscal, é puro script. George Clooney já deve estar correndo atrás.