Steampunk

Cá ainda não chegaram, não que eu tenha visto. Há um artigo no NYT, Steampunk, “a brand new talk but it’s not very clear”. Prá mim, o termo estava associado ao The Difference Engine, interessante obra dos profetas Gibson e Sterling. Pelo que está no NYT, virou algo como uma espécie de new romantic para nerds.

O artigo, no entanto, me trouxe a mente uma obra fronteiriça ao gênero, The Diamond Age, do Neal Stephenson, que talvez tenha o personagem com quem mais me identifiquei num livro de sci-fi. O ponto-chave que se perde num mundo de roupas ou teatralidades, a la Liga Extraordinária, são as implicações morais da reencenação do passado. Em Diamond Age, há como que uma reencenação de um mundo vitoriano num futuro, como houve de certa forma da antiguidade na Renascença (aqui abre-se espaço para uma aula de comentários reflexivos). Não são os gadgets, mas é, por assim dizer, o bushido que se busca.

No processo de referenciar esbarrei num interessante blog, Capacitor Fantástico. Vale uma visita.

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2 Respostas to “Steampunk”

  1. ohermenauta Says:

    Eu vi este artigo e esqueci de ler. 🙂

    Mas o Diamond Age é mesmo interessante. Tu leste Snow Crash, pois não?

  2. Reflexivo Says:

    Moreira, todos nós vivemos em alguma forma de reenactment do passado. Borges escreveu que toda língua é um sistema de citações.

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