No free lunch

Num momento em que o mercado se redescobre todo keynesiano, clamando pela intervenção restauradora do governo, relembro que Friedman dizia que “não há almoço grátis“. Neste outro link, há um gráfico que mostra a evolução da poupança das famílias americanas. Acho que é bastante óbvio que não há como se sustentar os níveis de consumo verificados nos últimos anos, muito menos qualquer perspectiva de crescimento. O que tem impacto sobre o valor das empresas… yada yada yada… danou-se!

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2 Respostas to “No free lunch”

  1. Reflexivo Says:

    Ai, ai, ai, samurai, mas uma previsão do fim do mundo!!! Me lembra das que você fez em 1987, 1992, 2001 etc…. Agora vai!!

  2. samurai no outono Says:

    Deixa eu ver… 87 (não me lembro? Fiz alguma?).
    Em 90-91 teve um casamento em que um noivo professoral falava deslumbrado do PT virando um partido social-democrata (e eu comentei que isso aconteceria com o América também, que já tinha bandeira vermelha). De fato, virou, mas PSOE e não SPD.
    Em 92 eu acreditava que um populista/clientelista suburbano, tosco e primário, filiado ao partido do então presidente da república, teria boas chances na eleição para prefeito. O fato de que a previsão foi feita antes de começar o processo que levou à derrubada do presidente da república, creio eu, deveria ser levado em conta. Não sei, um impeachment com a ordem constitucional mantida me parece ser uma coisa meio sem precedentes. Não me recordo de outro anterior na América Latina. Mas fato é que, 6 anos depois e sem apoio federal, estadual e do município do Rio de Janeiro, Garotinho virou governador. Minha leitura sobre a relevância política de um certo populismo tosco e primário no cenário político daqui não me parece ter sido tão irrelevante assim, Crivela que o diga.
    Em 2001 começou uma bolha especulativa que deu na crise que deu. Há um certo consenso entre os economistas da responsabilidade do FED em criar essa bolha e fazer com que o que fosse uma saudável e necessária recessão na época se tornasse isso que está aí hoje.
    Em 2002 e 2006 Lula ganhou. Ih, essa eu acertei. Aliás, Geraldo entrou prá história: menos votos em termos absolutos entre um turno e outro. Isso sim, uma virada.

    Que mais não vi: o linchamento de Ibsen Pinheiro, por exemplo. Antes do evento que levou à destruição da liderança do PMDB parlamentar da época, eu achava que Ibsen teria uma grande influência sobre o processo político-eleitoral, sendo até um nome viável para a hipótese da candidatura Quércia não decolar.

    Qualquer previsão depende, sempre, da ação dos atores envolvidos, alguns dos quais não estão enquadrados na câmera. Por vezes os atores tomam ações imprevistas. Por vezes, ações protelatórias. Uma “profecia” sempre tem suas notas técnicas, suas condições de contorno. Há que se olhar isso.

    O fato é: o mundo não acaba. Mas muda. Nem sempre para melhor. Há um consenso se formando que esta é uma crise com potencial de se comparar a de 30. Não é o fim do mundo, mas é grande.

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