Mourinho e a dança das cadeiras

Cá pra mim, de fato existem pouco mais de 10 clubes que contam no mundo, topos da cadeia alimentar. 10,5 para ser preciso: 9 clubes de fato e três meios-clubes. Os quatro ingleses, a dupla espanhola, os de Milão, a Velha Senhora, esses são os clubes, de fato. Bayern, Lyon e Roma por vezes até parecem um deles. Mas não são. Nem conto o vai e vem dos espanhóis: Valência, Deportivo, Sevilha… sempre um deles aparece. Mas só parece.

Momento raro, tudo indica que só Wenger e Ferguson estão absolutos no cargo. E o ponto de partida de qualquer discussão é: para onde vai Mourinho?

Até uma semana atrás, havia um certo consenso de que ele ia para o Barcelona. Depois da “catastre” de sábado, a Inter assumiu o “favoritismo”. Mourinho é um pacote que envolve uma formidável e bem azeitada equipe técnica (Rui Farias, Baltemar Brito, etc) e, ao que parece, Lampard e Drogba, que o seguiriam até o Inferno ou Beja (onde for mais quente). Tanto o Madrid quanto o Milan aparecem vez por outra como destinação. Pouco provável: Mourinho quer controle total, e Madrid é o lugar menos provável de conseguir isso. E o Milan? Bem, o Milan é complicado, com sua estrutura absolutamente sólida e profissional.

Mourinho na Inter, quem irá para o Barcelona? Afinal, se o Rijkaard cair ou sair, o que é bastante provável, alguém irá para lá. Se o Liverpool sofrer algum sério acidente (eliminação na próxima fase, ficar de fora da próxima Champions), Rafa Benitez é um nome possível. Felipão andou sendo falado faz muito tempo. É um nome que não deveria ser descartado, embora eu acredite numa redução do contingente brasileiro do Barça. Van Basten? Esse acho que está mais para o Milan no caso de Rijkaard acabar no Chelsea.

Mas até aí estamos no óbvio. Vamos às improbabilidades. Se o Madrid sofrer a infâmia de uma derrota no Barnabeu para o Barcelona, e/ou vier a perder La Liga, medidas radicais terão que ser tomadas pelo Madri. Por exemplo: pagar um preço absurdo por Kaká. Não há base nenhuma no momento para isso, mas se tiver que cravar uma aposta, vejo Ancelotti como o próximo técnico do Madrid. Eles necessitam de alguém com currículo, e em termos de Champions – que é o real objetivo do Real – ninguém se compara ao Ancelotti.

Se Felipão faturar a Euro, o que é improvável mas não impossível (Portugal não tem centro-avante, Ronaldo estará esgotado até lá, mas Nani pode ser o Garrincha do evento), não estranharia se Felipão fosse parar no Chelsea ou no Liverpool. Por que o Liverpool? Porque Felipão tem um status divino para os ingleses: o homem que eliminou três vezes a Inglaterra. O homem que deveria ter levado os ingleses ao triunfo na Euro… se é que isso fosse possível, no lo creo. Tirando o próprio Mourinho, Felipão seria a única forma do Kop não iniciar uma revolta de grandes e calamitosas proporções para os donos do Liverpool (o cara da Hicks Muse).

(Fosse eu o Felipão armaria para ser técnico da seleção espanhola. Qualquer cara com dois tostões de tática sem pertencer a nenhuma nacionalidade é capaz de levar o elenco que a Espanha dispõe hoje a semi-final de 2010. Mas isso é outra história.)

 Mas e se Mourinho não for para a Inter, quem vai? Palpite demente? Sven.

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Uma resposta to “Mourinho e a dança das cadeiras”

  1. Reflexivo Says:

    O Mourinho poderia ir para Hollywood. Ficaria bem numas fitas do Tarantino.

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