Um Resumo dos Milagres de Páscoa

Este foi talvez o mais intenso fim de semana da temporada. Os top 4 ingleses se confrontaram. Madrid e Valencia, Inter e Juve, clássicos nacionais, abriram a possibilidade do imponderável para suas respectivas ligas. E o Botafogo goleou o Macaé, cenas de football manager. Muita coisa, serei sintético.

Faltando 8 rodadas, a diferença entre Inter e Roma está reduzida agora a 4 pontos (5, se contar que a Inter ganha o confronto direto). É o bastante, mas trata-se da Inter. Pela frente, nas próximas 3 rodadas, pegam Lazio e Atalanta fora e Fiorentina em casa. Udinese fora é a principal dificuldade da Roma nesse horizonte. Condições propícias para uma aproximação, portanto. A Inter pega o Milan na antepenúltima rodada, no San Siro; a Roma, a Sampdoria, fora. Tirando acidentes, esses são os jogos críticos.

Mas ao derby da Itália. Júlio César e Buffon claramente estão entre os cinco melhores goleiros do mundo. Del Piero esteve muito bem, muito embora a fissura de fazer um gol na partida em que ele atingia o recorde de partidas jogadas pela Juventus tenha impedido um escore mais avantajado. Maxwell deveria ser convocado por Dunga.

Na Espanha, o Madrid se esforça para devolver o presente do Barça da temporada passada. Faltam 9 rodadas, a diferença reduziu-se a 4 pontos. O Madrid jogou um pouco melhor que o Valencia mas sem organização e foco. A ausência de pontas naturais faz do Real Madrid um time embolado, previsível. O contrário do ascendente Atlético, que bateu o Sevilha fora, no sábado: Sabrosa e Maxi Rodrigues estão em grande forma, e Aguero… bem, Aguero é possivelmente o mais brilhante jogador argentino no momento. Acho que o melhor jogador de La Liga nesta temporada.

Na Inglaterra reinaram os juízes. O United cumpriu o seu papel. O juiz expulsou um celerado Mascherano, a meu ver excessivamente. Fosse eu o juiz do clássico, teria chamado o Gerrard num canto e pedido a ele para enquadrar Javier. Talvez o Mascherano tenha arrumado uma expulsão absurda só pra livrar a cara do Benitez numa derrota inevitável.

Taticamente, foi uma partida diferente do usual do United, 4-3-3 e não 4-2-4. Rooney como o atacante que não estava lá, permanentemente deslocado, imarcável, foi seu o “motorrádio”. Cristiano Ronaldo pegou pela frente um aplicado Fábio Aurélio (outro que merece convocação), além do Gerrard. Mais um gol, mas não muito mais. Nani entrou de forma devastadora. Anderson esteve bem, embora com uma ou outra jogada imatura. Se Dunga adotasse a forma de jogar do Milan na Olimpíada, com Anderson no papel de Pirlo, ladeado por Lucas (Gattuso) e Arouca (Ambrosini), Kaká no papel de Kaká, Pato no papel de Pato, e Júlio Baptista no papel que possivelmente irá desempenhar de sidekick de Kaká no 4-3-2-1 do Milan (supondo a permanência do Ancelotti), uma medalha de ouro estaria dentro das probabilidades.

Em Chelsea e Arsenal, só o bandeirinha não viu que Drogba estava impedido no início da jogada do gol de empate. Jogo muito bem disputado, o 1 x 1 teria sido o mais justo. Difícil alguém pegar o Manchester no inglês.

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