Tomates Transgênicos

Sábado. 34 anos de uma amiga. Festa num troço (boate? bar? centro – cadê minha luger – cultural?) em Santa Teresa. Subo de carona com meu compadre CGA. Os amigos da aniversariante: majoritariamente moças no entorno dos 30, desacompanhadas. Abro a pista de dança, acho que era Foo Fighters. Depois, “shinny happy people” e mais pessoas vão se juntando. Mas fica aí o som, concentrando em 1993 e adjacências: Snap! com o hino dos “leopardos”, a mesma de sempre do primeiro disco do US3 , “space cowboy”, até “pandora’s box” do OMD. E “thriller”, OMG, que me recusei a dançar para não coonestar com o crime. Nada não óbvio, nada que não tivesse ouvido em algum Cozumel ou casamento. Bem, tocaram “a little respect” (que para minha surpresa, outras pessoas na pista conheciam a letra) e “crazy”, ao menos isso.

Lá pelas tantas, na pista, quatro clássicos babacas. Quatro clichês sarados, no meio da pista parados, copos de cerveja à mão, manjando as moças. Nitidamente incapazes de dançar, pedras na browniana pista, atrapalhando. Esta é uma das razões porque sempre preferi lugares esquisitos: não há babacas na pista. Como sempre, ouve-se algum comentário: “é isso aí Pauleta” (minha camisa, a 9 da selecção).

Lá pelas tantas, uma das meninas começa a dar mole para um dos clichês, já então fora da pista (eles não resistem muito tempo). Alerto a irmã caçula da aniversariante: “Avisa a sua amiga que isso são tomates transgênicos. Vistosos, robustos, mas sem gosto.” Belinha caiu na gargalhada.

Não sei o desfecho. Partimos, eu e CGA, cada um para sua casa, acompanhar a vitória de Hamilton.

Homem que dançava com a parede do Cubatão, que escuta house tem 22 anos, sempre fugi de lugares de playboys. Não me lembro de ter saído alguma vez para azarar em lugares de dança. A pista, para mim, é sagrada, celebração. Só algum aniversário ou obrigação social para me levar a um lugar desses.

OBS: além dos babacas de praxe, dos CDs teenagers (isto é, com entre 13 e 19 anos de idade) e das faixas óbvias, o tal Casarão Herme (não, não é uma sacanagem com o Hermenauta tem a mais absurda batata frita que já vi: R$ 14 e quebrados, metade da consumação mínima de R$ 29. Dois dos copos plásticos que recebi estavam com pequenos furos que faziam eles pingar embaixo. A pizza, para consumo individual, estava razoável. A paisagem muito interessante: aquele misto de Rio e São Paulo que é Santa Tereza, em que você vê por baixo prédios e ao longe mar.

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Uma resposta to “Tomates Transgênicos”

  1. ohermenauta Says:

    Welcome to the jungle!

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