David Carradine deu os cinco passos, “abandonando voluntariamente a existência física” (frase genial de um professor de yoga de um amigo meu, quase três décadas atrás). Particularmente, sou de opinião que ele foi o ponto fraco de Kill Bill: tivesse sido Warren Beatty a fazer o papel, a natureza de sedutor de Bill seria mais explícita. Também faria mais sentido Bill como o irmão de Michael Madsen.
Me lembro de Kung Fu quando era criança, uma das séries mais icônicas que a TV já produziu. Me lembro de O Ovo da Serpente, talvez o mais assistível dos filmes a cores de Bergman. Jules Winnfield não vai mais encontrar com ele…
Enquanto isso, Rudyard e Zé Rodrix dão um longo passeio, amigos, a cabeça de Dravot a guiá-los.
Junho 5, 2009 às 12:40 am |
[...] pode até achar que ele não era o cara certo pra fazer o papel do Bill (o Samurai, por exemplo, disse que o Warren Beatty teria dado mais charme ao [...]
Junho 7, 2009 às 1:48 pm |
Acho que o Tarantino se pegou na imagem do Kung Fu da TV para o Kill Bill. Só isto.
E no Ovo da Serpente, era o mesmo personagem da tv que estava lá.
Legal esse negócio dos cinco passos.
Mas na idade dele e com a grana dele, para fazer o que ele fez, só com uma enfermeira peituda e gostosa para ajudar nos procedimentos e um desfibrilador do lado da cama.
Junho 8, 2009 às 8:00 pm |
Bem meu caro João, nem esse risco eu correria.
Mas estando ele na Tailândia, é quase impensável não ter ajuda local no procedimento. Ars Erotica é o que não falta lá.
Concordo que Carradine tinha basicamente um personagem.
Junho 10, 2009 às 11:22 pm |
Ou como diriam os Jedis, David Carradine decidiu “tornar-se um com a Força”.
Junho 11, 2009 às 5:39 pm |
Perfeito!
Aliás, uma aparição dele num star wars teria sido demais.
Junho 15, 2009 às 2:44 am |
O destino é irônico. Um ícone do ascetismo oriental, nosso popular gafanhoto, morre nas cordas da bandalheira oriental. Como diria o Millor, saiu da História para cair na vida.
Junho 15, 2009 às 9:12 pm |
Genial ! (como sempre)
Junho 16, 2009 às 12:36 am |
David Carradine era cool, mas eu gostava mais do pai dele, o John Carradine, que estrelou dezenas de filmes B de terror. Vi na semana passada um malicioso episódio da série Night Gallery do Rod Serling (aqui no Brasil foi apresentada como Galeria do Terror) estrelado pelo John Carradine, chamado The Big Surprise. O episódio (cujo final surpreendente sugere que o personagem do John pode ser um pedófilo assassino) foi escrito pelo Richard Matheson, autor de I am Legend (conto que já rendeu três filmes), do roteiro de Duel (Encurralado, telefilme dirigido pelo Spielberg) e dos dois primeiros episódios da série Kolchak (lembram dessa?)