O Botafogo ganhou do São Paulo, pondo em risco a liderança deste na antepenúltima rodada. O Tottenham aplicou uma goleada de nove a um.
Essa campanha publicitária do filme 2012 está exagerando…
O Botafogo ganhou do São Paulo, pondo em risco a liderança deste na antepenúltima rodada. O Tottenham aplicou uma goleada de nove a um.
Essa campanha publicitária do filme 2012 está exagerando…
Tem umas semanas que o Hermê postou isso e ninguém comentou.
Maio de 2009. Escrevi esse texto um pouco antes de ver o filme do Peter. Circulei-o entre meia dúzia de amigos, entre os quais o Hermê, que fizeram uma ou outra pergunte. È texto~: não há links. Deixei-o decantar e cá está:
Outro dia, na minha imersão usual na web, concebi uma narrativa sobre a próxima década. Em termos simples: a exploração do pré-sal pode vir a ser um dos maiores erros que a economia brasileira possa ter cometido em sua história.
Hoje, final da primeira década do século XXI, dois fantasmas pairam sobre a indústria do petróleo, dois fantasmas que anunciam sua morte em algum momento deste século. Não são fantasmas desconhecidos, mas assim como na relação entre o cigarro e o câncer (para usar um exemplo bastante conhecido), muita gente tem a negação dessas hipóteses como um cavalo de batalha ideológico ou como um ganha-pão. Mas para apreciar o argumento que construirei, é necessário que se aceite duas premissas:
a) que o aquecimento global é uma realidade crescentemente aceita e os governos em algum momento tomarão medidas orientadas por essa percepção. Qual seja: não importa se o leitor crê ou não no aquecimento global (entendeu, Luciano), basta apenas admitir a hipótese de que os governos tomem medidas tendo o aquecimento global como justificativa.
b) que o petróleo, tal como o conhecemos, “picou”. Qual seja: a produção de petróleo tenderá a cair no futuro. Ou se manterá estável por um bom tempo com pressões crescentes de demanda, o que dá no mesmo. Outros formatos de energia a base de carbono fóssil, como xisto e carvão, não são petróleo, mas soluções caras tendo em vista os problemas ambientais adicionais que sua produção e seu emprego trazem (em parte, isso se soma à premissa anterior).
A primeira hipótese é mais ou menos consenso, salvo para alguns setores conservadores cuja aversão aos ambientalistas é maior do que a sua capacidade de aceitar o consenso da ciência. A segunda, digamos assim, corre a boca pequena na comunidade de energia. Não é o tipo da coisa que os governos gostem de tratar, pois os danos à qualidade de vida que o pico do petróleo pode provocar chegarão bem mais cedo que os do aquecimento global.
Hoje praticamente nada da política econômica, seja do Brasil (não adiante colocar no PAC aquecimento solar para casas quando se implanta termoelétricas a carvão num dos países do mundo que mais pode prescindir delas), seja dos demais países, leva essas premissas em conta. Mas até a entrada da década de 20 deste século estes assuntos estarão influindo decisivamente na formulação tanto da política fiscal quanto da de desenvolvimento, seja aqui, seja nos EUA.
Despossuídos poderosos
A quase totalidade das reservas de petróleo do mundo está hoje nas mãos do estado, seja através de empresas suas, seja através de parcerias com o setor privado nas quais o estado tem um poder discricionário bastante significativo. Isto pode ser um problema para quem crê no discurso ideológico da perfeição do mundo privado, o que não é o caso deste que cá escreve.
No entanto, o fato de que as reservas de petróleo hoje estão na mão do estado é um problema para a indústria. Basicamente, se as empresas americanas (e européias) não mais estão bebendo o milk-shake de árabes, africanos, venezuelanos e, futuramente, brasileiros, se não há uma relação de exploração (no duplo sentido do termo), também não há interessados em manter essa exploração. Qual seja: hoje, e, principalmente, daqui a alguns anos quando a produção do Mar do Norte tiver colapsado, há uma divisão entre os países que produzem petróleo e os que o consomem. E essa divisão não se dá só na geografia: ela se dá na posse e no controle desses recursos e de seus ganhos.
Portanto, um aumento do petróleo quer dizer uma transferência clara de renda dos países consumidores para os países produtores. Os produtores nos países consumidores são cada vez menores. Os “exploradores” (no sentido Galeano da palavra) têm cada vez menos espaço, são cada vez mais raros.
O pico do petróleo deve fazer o preço disparar. Conseqüentemente, essa transferência será cada vez maior, a menos que alguma coisa mude. E como Paris bem vale uma missa, as bases que sustentam a ideologia do livre mercado nesse campo irão se esvanecer em função de valores mais importantes. Como o poder de compra dos eleitores, a necessidade de lhes dar renda e a pressão por mercados para o Mercado.
Trocando as Taxas
Voltemos ao aquecimento global. Toda uma fantasia se desenvolve para criar a ilusão de que pela via de mecanismos de mercado irá se reduzir o consumo de combustíveis fósseis e se gerar incentivos para soluções que removam o carbono da atmosfera. Nos 90, no apogeu da ideologia dos mercados como solução para tudo que foi a belle époque Clinton, cap’n trade se afigurou como a solução para se manter a lógica do mundo ao mesmo tempo em que se resolvia o problema. E na era Bush, os impostos eram o Mal. Atravessando a crise que estamos, no entanto, acho que a fé nos mercados começa a desmoronar, que a aversão ao estado começa a ceder, e que uma taxa sobre combustíveis fósseis virá a ser instituída.
Independente de ser taxa ou cap’n trade, algum mecanismo em que um custo seja imposto sobre a utilização de combustíveis fósseis e a renda conseqüentemente transferida ao estado (tributante ou vendedor de direitos) será adotado. Claro que, privadas dos confortos que o uso desses combustíveis hoje permite, as pessoas ficarão bastante zangadas. Algum agrado ou alívio terá que ser feito.
Dois séculos atrás, exportações e importações eram o local fácil (e corriqueiro) para o estado obter tributação. Hoje, essas taxas caíram praticamente em desuso, com impostos sobre rendimentos e sobre valor agregado/comercialização de produtos sendo as principais fontes de renda dos estados.
Nada impede que mudanças venham a acontecer na área de tributação. Nada impede que a tributação sobre combustíveis fósseis venha a se tornar uma grande fonte de renda para os estados. Assim como a tributação que conhecemos sobre o cigarro, que visa reduzir seu consumo e seus males por tabela (e produzir uma boa receita pela relativa inelasticidade do produto), a tributação sobre o petróleo pode ser uma solução para estados em crise fiscal por conta das medidas que serão tomadas nos próximos anos para reduzir a atual crise econômica. O aquecimento global é um belo (e sincero pretexto) para justificar esse deslocamento de taxas. A redução das outras taxas uma forma visível de mostrar que o Estado está reduzindo seu peso sobre o bolso das empresas e cidadãos.
“Mas isso vai provocar uma grande inflação”, diz um amigo. Bem, ante a necessidade de se produzir taxas de juros negativas, de se impedir uma deflação nas economias em crise do mundo desenvolvido, um choque inflacionário de curto prazo seria “a feature, not a bug”. E daria uma justificativa moral à estagflação que algumas dessas economias passarão.
Antevejo, num prazo não tão longo assim, um deslocamento de taxas. Haverá resistências, haverá pressões da indústria do petróleo. Mas hoje esta está sozinha. Ela só tem dinheiro, mas não tem mais uma significativa clientela de trabalhadores, fornecedores e outros setores da economia (automóveis, por exemplo) vinculados ao seu destino. Cleópatra se depara com Otávio.
Andando para a frente
Peguemos especificamente o caso americano. Há uma maciça destruição criativa para ser feita nos EUA. Não só no estoque de capital nas mãos das empresas, mas nos bens de capital que estão nas mãos da população. As casas onde habitam os americanos, os veículos que permitem que eles trabalhem e comprem, não são compatíveis com o novo mundo do pós-petróleo. Há que se refazer essa equação energética, há que se sucatear muito desse capital.
A transformação dos EUA de uma sociedade aquecida e movida a carvão e petróleo para uma sociedade adaptada a fazer uso mais intenso de mecanismos de conservação de energia e de energias derivadas do sol e da natureza (e aqui não se leia nenhum romantismo ou idealismo bicho-grilo), me parece ser o salto político, tecnológico e produtivo a ser realizado na próxima década. E para que isso aconteça, é necessário que as novas tecnologias tenham uma proteção que tornem-nas competitivas. É necessário que haja recursos para custear seu desenvolvimento e subsidiar a etapa inicial de sua massificação. É necessário que o estado americano não tenha problemas sérios de caixa, de contas externas, ao mesmo tempo que não exerça um footprint significativo sobre o combalido bolso do consumidor americano.
Cabe observar que energia nuclear tal como concebido atualmente não é uma solução. Vários problemas: os preços do combustível atuais refletem a demanda reduzida que há hoje; não há o que se fazer com os resíduos (vide, para tomar um exemplo recentíssimo, o virtual cancelamento do projeto Yucca no orçamento de Obama); e, last but not least, basta um único acidente numa usina do leste europeu para que o pânico se instaure e a indústria vá por terra. E isso sem contar os problemas de proliferação, de restrições à disseminação tecnológica no setor etc.
Adicionalmente, não creio que as formas alternativas de geração de energia em discussão no cenário atual possam, por algumas décadas, se comparar à praticidade, ao volume e ao preço que os combustíveis fósseis permitem hoje. Os projetos de biomassa exigiriam uma quantidade descomunal de água e terra. Projetos de energia solar ainda apresentam os mesmos transientes entre as expectativas nas planilhas dos engenheiros e a realidade de custos e eficiência, tal como aconteceu com a energia nuclear, fora o problema da estocagem de energia. Qual seja: não acredito que uma forma venha a se tornar hegemônica tal como o binômio petróleo-carvão num horizonte próximo. Fontes alternativas de energia não se firmarão por custo individual, mas por decisão política que leva em conta o custo global.
E o que vale para os EUA, vale em boa parte para o restante do mundo desenvolvido.
A queda de braço
Suponhamos que o preço do petróleo, que reza o missal ajusta demanda e oferta, seja dividido em 3 componentes: o custo, a diferença entre seu custo e o custo de quem está com “água pelo nariz”, e o que deveria propriamente se chamar de lucro. A primeira parte, o nome já diz, é custo. A segunda parte é de quem é no fundo o dono, isto é, crescentemente dos estados-nação.
A questão é quem fica com a terceira parte. Numa situação em que o pico do petróleo é uma realidade palpável, a terceira parte tende a ficar cada vez mais significativa. No entanto, numa situação em que os estados estarão reprimindo o consumo de petróleo – e portanto colocando taxas que tomam um naco dessa terceira parte – e em que os estados não têm o menor compromisso com os donos do petróleo (que são outros estados-nação), por que não ficar com essa terceira parte toda? Por que não impor uma tributação que virtualmente liquide com os lucros até o ponto que só reste a produção suficiente para atender à demanda desejada? Perceba-se que para muitos produtores, que estão fora da linha d’água, isso ainda permitirá operar com ganhos significativos (a segunda parte da Árabia Saudita é enorme), mesmo que numa situação onde os custos de exploração são cada vez maiores e as incertezas em relação ao setor altamente desestimulantes ao investimento.
A questão que se coloca é: e quem está na linha d’água? Esse, em alguns momentos, estará afogado.
Meu pressentimento, mau pressentimento
Se o quadro acima vier a se realizar, o Brasil estará fazendo um péssimo negócio com o investimento no pré-sal, talvez o maior passo na direção contrária ao desenvolvimento que já tenhamos dado. O que na cabeça das pessoas é um novo ciclo do ouro, é só um esforço gigantesco de investir naquilo que terá uma importância reduzida no futuro, reduzida à beira da criminalização. O Brasil tem tradição nisso: fomos a última grande economia escravista. Nós e, sintomaticamente, o sul do EUA.
O petróleo do pré-sal será o nível máximo da piscina. Ou será extraído com prejuízo, ou será tributado até a alma. Qualquer esforço nosso de pressionar o mercado gerará, basicamente, ganhos para os produtores cuja geologia os tornou mais eficientes.
Um bom exemplo que temos hoje é a questão do álcool. Como somos praticamente o único produtor, a exportação do álcool brasileiro é pesadamente tributada, ou como proteção e ou, simplesmente pelo fato de “e por que não fazê-lo?”. Ou, para usar um exemplo local, o fato de que o petróleo é praticamente a única coisa sobre a qual não se cobra ICMS: praticamente só o Estado do Rio produzia petróleo quando da Constituinte.
No curto prazo, esse capital investido gerará muitos empregos, muitos ganhos para os setores de mecânica pesada e contrução civil, muita especulação imobiliária em Macaé etc. Mas 2030 não será 2010. Não é o gasto por si só que moverá a economia em 2030, mas a conseqüência do gasto. Se não, teríamos um perfeito moto-perpétuo, e qualquer gasto, por mais estéril que seja, seria válido (há quem acredite nisso – especialmente os devotos do gasto militar – mas não me incluo entre eles). Em 2030 há uma boa chance de termos nas mãos uma grande pirâmide, não no sentido Madoff mas no sentido Queops. E as pirâmides, lembro, eram estruturas concebidas para enterrar pessoas, mortas e vivas, em função de uma projeção sobre o futuro.
Os recursos que serão enterrados pelo Brasil na continuação do século XX seriam necessários para uma melhor inserção no século XXI. A aposta internacional que estaremos fazendo estará na contra-mão do fluxo das idéias, dos valores, das ações dos grandes atores. Infelizmente nossos olhos continuam presos ao presente, voltados à repetição da maldição das commodities que é a nossa fixação em narrar a nossa história econômica como uma sucessão de ciclos exportadores. Ninguém quer sequer admitir que o pré-sal possa entrar no vermelho. Sonha-se em ser uma nova Arábia Saudita, um lugar onde dinheiro jorra fácil do chão. Este é um bom projeto individual para meia dúzia de agraciados pela fortuna, mas uma ambição muito modesta para um país das dimensões e da complexidade do Brasil.
Não tenho mais o hábito de ver noticiário na TV. É doloroso. A Globonews então, mais PIG que nunca, nem se fala. Mas por força de jantar junto com meu pai, lá me pego eu tendo que ver meia hora inacreditável. Vamos lá, pegando emprestado o título ao DeLong (o que em si já é um sinal de porque não perco mais meu tempo com “noticiário” de TV):
- Chego e Merval Pereira está falando do Zelaya (linda a ação de nosso governo, btw). Merval deveria, quem sabe, dar um pulinho em algum lugar como o two weeks notice (já que o Al Giordano seria, digamos assim, por demais a esquerda, muito embora gente como o Sullivan o tenha usado de fonte quando do golpe). Talvez aí ele visse que o Zelaya não queria fazer um golpe plebiscitário.
- Depois o mesmo Merval aparece conversando sobre o pré-sal com o Sardenberg. Sardenberg mais ou menos sabe do que se trata um fundo soberano, mas me parece desconhecer que poupança vira investimento em algum lugar. Mas certamente a Petrobrás ter monopólio do pré-sal é um mal.
- Aí vem um editorial ambientalista que pensei: “cara, estão turbinado a Marina”. Qual o que: finalizou-se o editorial – que teceu elogios a nossa política de biocombustíveis que, francamente, não é coisa tõ ambientalista assim (mas essa é outra discussão) - com um ataque ao ”retrocesso” (tchan tchan tchan, usinas de carvão pensei quando ouvi a palavra) de se autorizar veículos de passeio movidos a diesel. Vem cá: alguém ali já foi a algum lugar do mundo civilizado, qual seja, algum lugar fora desse país que não seja Miami e adjacências? Alguém ali entende alguma coisa sobre automóveis?
É muito para meia hora!
Parece que veio uma ordem de cima na CBF para que o juiz roubasse a favor do tricolor contra o alvinegro. Infelizmente, houve uma pequena confusão em relação aos confrontos, e o pobre Fluminense sofreu uma derrota enquanto o Botafogo, em sua própria casa, era garfado em favor do Grêmio.
Tem que ser esta a explicação, pois a coisa está passando dos limites!
Não que me importe com isso: eu deixei de assistir ao Brasileirão quando da agressão sofrida pelo Botafogo contra o Náutico, e não assisto mais o campeonato carioca enquanto a turma do jornalismo desportivo da Globo não estiver na rua. Trata-se de um boicote individual, mas não sou o único. Outro dia um colega cá do trabalho cancelou sua assinatura de O Globo. Razão, que ele vociferou contra o funcionario do tele-atendimento: ele só assinava a merda do jornal por conta da parte esportiva, e como esta só estava preocupada em cobrir o Flamengo, exaltar o Flamengo e tentar tapar o sol com a peneira pelo Flamengo, ele não tinha porque ler aquela merda. O funcionário tentou lhe dar o telefone de sugestões, mas este é um blog familiar e não trancreverei a resposta que meu amigo deu.
Não tenho como descrever a partida. Não vi. Mas as pessoas insistem em vir me contar.
Há muito, bom e honesto futebol para ser visto na TV. Mas não na Globo e nem jogado aqui nessas terras. Quando não tiver mais audiência, eles passam a transmitir o Faustão, com todas suas sinergias com os outros programas da empresa. Deve ser esse o plano…
E eis que se sorteiam os grupos para a Champions 2009-2010. Não vou aqui calcular as probabilidades, mas os deuses da sorte certamente conspiram.
Vejamos:
F) Barcelona, campeão, está no primeiro pote. Barcelona fez uma grande transação de jogador, Eto’o e um caminhão de euros de dimensões madrilhenhas por Ibra, da Inter. Tirando Real Madrid (que por ser espanhol esta fora) há 7 clubes que podem ser sorteados e… tcham tcham tcham.. deu Inter. E, de quebra, o técnico é o Mourinho, que enfrentou o Barcelona duas vezes como técnico do Chelsea, com direito a muita polêmica e presepada. Uma chance em 7, uau, que sorte! Claro que como ninguém quer correr o risco de ver Barcelona e Inter fora dos mata-matas, completa-se a lista com Dinamo de Kiev e Rubin Kazan (Russo).
C) O Real Madrid, que está nos segundo pote, foi quem mais investiu no aperfeiçoamento de seu plantel. Afinal, a nação catalã conseguiu TODOS os títulos disputados. Portanto, o Madrid teve que fazer algo como um projeto Apollo futebolístico. 2 grandes nomes, CR9 (porque a 7 é de Raul, obviamente) e Kaka. Ambos oriundos de times do primeiro pote… and the winner is… Milan! Duas chances em 7 e sai o Milan. Lucky television bastards… Completam o Marselha e o Zurique. Bem, o Marselha já tem acesso à Liga Europa garantido. E mais: o terceiro nomão contratado pelo Madrid foi Benzema, ex- Lyon, titular da seleção francesa. Pois quem está lá com a camisa 10 do Olimpique: Ben Harfa! Não é uma linda coincidência?
A) A diversão não para. Já foram os dois times grandes da Espanha e o campeão italiano. Vamos então a um time que mora no coração da UEFA, aquele que é a base da seleção Alemã, principal das que vestem Adidas, esse pequeno e industrioso país cantado pelo Run DMC e que nos cedeu Blatter para a FIFA. O Bayern, uma espécie de São Paulo com menor favorecimento de arbitragem, não comprou ninguém de relevante fora da Alemanha (parece que vai comprar o indesejado Robben, mas não está confirmado ainda*), mas tomou Mario Gomez (a peso de ouro, é bem verdade) do Stuttgart. E manteve Ribery como prisioneiro na torre. Portanto, nenhuma grande contratação que possa ser sorteada, seus possíveis grandes rivais não podem ser sorteados com ele (United no primeiro pote, Real já com o Milan). Bem, que outra grande movimentação ouve no futebol alemão recentemente? Que tal um jogador que na temporada que acabou marcou vinte gols, ganhou a Copa da Alemanha, levou seu time até a final da Copa da Uefa (na qual ele não jogou) e que tenha sido jogador do ano da Alemanha 3 temporadas atrás? Pois então, Diego, certamente um dos cinco principais jogadores da Bundesliga nesses últimos 3 anos, que foi a principal contratação da Juventus, que está no segundo pote que… oh!, incrível coincidência, Bayern e Juventus no mesmo grupo! Para completar Bordeaux e Maccabi Haifa. Nada como um time israelense e um time alemão no mesmo grupo. Se sincronizar com o lançamento do DVD de “inglourious Basterds”… Haverá palestinos torcendo pelo jejuante Ribery? Bem, o Bordeaux também tem seu acesso à Liga Europa garantido.
H) Sobram no primeiro pote o Sevilha e os 4 ingleses. Qual seja, vamos discutir os ingleses e o que sobrar é Sevilha. Comecemos pelo mais importante dos times franceses dos últimos 15 anos: o Arsenal. O Arsenal sangrou mais alguns veteranos bem estabelecidos (Adebayor e Toure, que de qualquer forma passariam janeiro na África), não fez nenhuma grande contratação, tem um elenco jovem e curto, disputa um complicado campeonato inglês com City e Aston Villa (não vou contar o Tottenham e o Everton entre os que podem complicar porque eles têm tradições de incompetência a zelar) querendo se imiscuir entre o quarteto… “Lombardi, você troca o AZ Alkmaar por qualquer outro time do segundo pote?” O Arsenal pegou não só o Alkmaar, como Olympiakos e o Standard Liege. Qual seja, imvho, o time mais fraco do segundo pote, o time mais fraco do terceiro pote, e um time que não era o Wolfsburg no quarto pote. Preparem-se para ver os juvenis do Arsenal não só na Carling Cup, mas também na Champions League. Reparem em Ramsey e Wilshere.
B) O Manchester… Nenhuma grande contratação, só uma saída. Do ponto de vista da Champions, claro, porque Tevez só mudou de estádio no mesmo prédio. Vejamos as rivalidades recentes…. Roma? fora… Barcelona, Milan? primeiro pote… Porto? sem CR7 perdeu a graça… Bem, o time desinvestiu, portanto, let’s play it safe. CSKA é tudo de bom (quase Alkmaar) e Besiktas não é um mau negócio. Veio o Wolfsburg. É, a disputa pela segunda vaga será intensa. Boas chances do campeão alemão ir para o mata-mata.
D) Se o United não levou o Porto, que nos anos recentes sempre pegou ingleses na primeira fase, quem foi o laureado dessa vez? O Chelsea. O Chelsea tem em seu time os dois principais jogadores do time que ganhou a Champions a pouco mais de meia década: Deco e Ricardo Carvalho. E tem o Bosingwa. E tem o Paulo Ferreira. Caramba, o Chelsea tem tantos (ou mais) jogadores na Seleção portuguesa que o próprio Porto, e todos vieram do Porto. Boa combinação. Completam o grupo os Colchoneros, a maior pedreira do terceiro pote, que, olha que interessante: foram eliminados pelo Porto nas oitavas de final do ano passado! e o Nicosia, que, francamente…
E) O Liverpool é um time com uma certa tradição. Inclusive com a tradição de estragar a festa de gente de bem, como aconteceu com o Milan lá na Turquia. Sobrou quem? O Lyon não foi bem no ano passado (graças a deus, deve dizer Platini, pois recordes como o do Lyon deixam campeonatos desinteressantes e ajudam a acabar com as lendas sobre craques). Mas incomoda. Ponhamos o Lyon. Ponhamos também a Fiorentina. Pronto, um “grupo da morte” Tem o Debrecen, da Hungria. Nada como co caminho dos campeões para garantir que Debrecen, Nicosia e outras merdas venham a ocupar vagas que deveriam ser de Sporting, Celtic etc. E aí cabe um parêntese. O Sporting foi vergonhosamente roubado na partida em casa contra a desequilibrada defesa da Fiorentina. Se a Fiorentina fosse eliminada, isso poderia ter um impacto decisivo para a Itália: perder a quarta vaga para a Alemanha, o que causaria um grande rebuliço, pois a Itália tem 3 times com bala na agulha, e a Alemanha só tem um. Mais uma temporada de Milan fora da Europa, e adeus Champions e bem vindo um campeonato dos grandes clubes sem concessões às federações nacionais e outras daquelas coisas que elegeram Platini.
G) Sobrou o Sevilha. Rangers e Stugartt ali garantem um grupo desinteressante, que tanto faz como tanto fez quem ganhe. Está certo que muita gente pode achar que o Sevilha, tendo o centro-avante da seleção brasileira… ha ha ha! Tem também uns romenos no grupo, ha ha ha.
E foi esse o sorteio. A separação da fase de classificação entre o caminho dos campeões e o dos “não-campeões” garantiu que alguns timinhos de merde entrassem no lugar de Sporting, Celtic e Panathinaicos. A tentativa de produzir “balanço”, como a arbitragem entre Chelsea e Barcelona do ano passado, continua.
Por enquanto é isso.
* Confirmado: Robben é mais um triste talento aprisionado na luminosa arena da Baviera.
Meu pobre amigo Luciano, no seu afã de posar de agnóstico devoto de Bach, no seu ceticismo por aspectos da ciênca que são da estima de tree-huggers e outros seres análogos que não ajudam a pagar suas contas nem nunca se dispuseram a lhe oferecer favores de outra natureza, e com sua doçura enquanto personagem público (pessoalmente, Luciano é como nos comentários que ele cá faz, o mais arguto, implacável e irônico opositor que alguém pode ter, razão pela qual é um dos meus mais favoritos amigos tem mais de duas décadas, para revolta e ciume de ex-amigo nosso), acaba por atrair comentários que sugerem pouca compreensão da ciência.
Luciano, basta referenciar cientistas. Assim como você é doutor em ciência política, o que faz com que seus comentários estejam além da mérdia, há bons blogueiros biólogos. Portanto, remeta seu leitor ao Panda’s Thumb, por exemplo. Ou a revistas de ciência, como a New Scientist. Ou ao radical e popular lugar onde toda a esperança cessa ao entrar: o Pharyngula, provavelmente o principal blog de ciência hoje.
Claro que por vezes seus ídolos de “ciência” praticam as maiores traições, veja este recente caso do Lomborg, que você amigo Luciano provavelmente leu no FT – Sceptic switches tack. Um belo caso de um homem abrindo mão do ceticismo mas sem largar o osso que o sustenta. Os anéis, vão se os anéis…
Mas voltando a deus, outro dia passava uma chamada do Millenium com o Dawkins e a namorada me perguntava: “e se você encontrasse com Deus ao morrer, o que você diria?”. E eu respondi: “Com qual deus?” Curiosamente Dawkins deu praticamente a mesma resposta (“qual deus é você?”), segundo ela, que viu o programa (eu não assisto mais - fiquei traumatizado com o desperdício Naomi Klein ante a um desinteressado, ignorante e senilento Lucas Mendes). Provavelmente Dawkins também conhece o argumento do um deus a menos.
BTW, o poster está no escritório do Lar do Hermê em Brasília. Ficou lindo.
Meu amigo Hermê faz insinuações sobre Virgílio, alma destinada ao purgatório. Não percebe ele que uma especialização em teatro é fundamental para o exercício da arte de representar.
as filhas
as férias
foram
agosto
Conversa na madrugada com meu amigo Luciano:
Luciano:
Ora, ora, logo você com medo do apocalipse…
Samurai, uma plataforma secessionista estará na ordem do dia em 2010, de uma forma ou de outra.
Samurai:
Luciano,
algumas elites (aquelas do quarto poder, por exemplo) estão com o prazo de validade vencido.
E lembre-se que há apocalipses e apocalipses. Há os naturalmente produzidos, há os que são obra do Mal. Como conservador, temo os segundos.
Luciano:
Samurai,
nós estamos diante um sério problema político no Brasil. Lula há muito tempo deixou o centro para trás; não está mais buscando o centro: está indo para a direita, sustentado pelos mesmos instrumentos eleitorais da direita no Brasil: hand outs públicos e Estado grande. Lula, Geisel e Marco Maciel são hoje a mesma pessoa.
A pergunta é: o que fará o antigo establishment, que nem de esquerda pode ser??
Samurai:
Luciano,
na minha opinião o caso é mais grave.
Ele acha que é Juscelino e que Dilma é Lott.
E que 14 é 65, conta fácil de fazer para quem gosta de 51.
(O problema é se Serra achar que é Lacerda)